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- O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, participa da XVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
Integrantes do Partido Liberal já avaliam nos bastidores que a disputa ao Planalto ficará inviabilizada caso apareçam revelações fora do contexto do filme
Embora os aliados de Flávio Bolsonaro sigam defendendo publicamente que o senador permanece firme como o indicado do Partido Liberal ao Planalto e tentem transmitir uma imagem de normalidade diante da crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o clima nos bastidores da legenda é de forte apreensão. Interlocutores próximos ao parlamentar e integrantes da coordenação de sua pré-campanha já admitem, de forma reservada, a possibilidade real de rever o apoio ao lançamento do presidenciável caso venham à tona novas revelações de impacto. A forma de financiamento do filme "Dark Horse" — produção cinematográfica que retrata a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro no ano de dois mil e dezoito — bem como a real extensão das relações entre o senador e o dono do Banco Master seguem gerando receio entre os colegas de partido.
De acordo com relatos internos, a avaliação predominante é de que a candidatura de Flávio Bolsonaro passará a ser considerada formalmente inviabilizada se surgirem fatos novos que contradigam a versão oficial de que o relacionamento com o executivo esteve restrito exclusivamente ao patrocínio do longa-metragem. O entendimento de uma ala importante da sigla é que o episódio atual ainda pode ser administrado do ponto de vista político por envolver um aporte privado para uma obra audiovisual. No entanto, o surgimento de novos episódios que apontem proximidade entre o senador e o empresário em outras frentes provocaria um desgaste irreversível, levando os correligionários a retirarem o suporte político ao projeto presidencial.
Quebra de confiança e planos de contingência
Outro fator que passou a contaminar o ambiente interno foi a visível perda de confiança de parte dos aliados nas explicações apresentadas pelo presidenciável. Nos bastidores, parlamentares relatam que a principal irritação não se limita ao teor das denúncias, mas sim à percepção de que Flávio Bolsonaro negou inicialmente qualquer contato relevante com Vorcaro e, posteriormente, precisou recuar e ajustar sua versão à medida que novas mensagens de áudio e relatórios da Polícia Federal vieram a público. Essa sequência de mudanças de posicionamento gerou um clima de profunda desconfiança entre os políticos que consideram o discurso de integridade um dos principais ativos eleitorais do grupo.
Apesar do desconforto, integrantes da cúpula reconhecem que o partido enfrenta um dilema complexo, uma vez que não há no momento outra figura de direita capaz de reunir o mesmo capital político, o sobrenome de peso e o nível de engajamento que o senador mantém junto à militância. Em exercícios de contingência, nomes como o do senador Rogério Marinho, da senadora Tereza Cristina e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro são frequentemente citados como alternativas teóricas, embora lideranças do Centrão ponderem que o debate sobre substituição ainda é preliminar e que o cenário deve ser reavaliado com cautela até as convenções partidárias de agosto. Para tentar frear o desgaste imediato e corrigir as fragilidades expostas na imagem do candidato, a coordenação da campanha agora defende uma ampla reformulação na estratégia de marketing e comunicação para os próximos meses.
Leia também: PL dá 15 dias para avaliar se busca opção a Flávio após falas com Vorcaro
Fonte: O GLOBO
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