Estressado?
A capacidade do ser humano é cada vez mais elaborada para resolver as situações do dia a dia e também para lidar com novas formas de resolver as complicações que vieram junto com a modernidade. Os três "Fs" que os neurologistas associavam à vida humana primitiva: fightorflight - freeze, hoje foram trocados pelo estresse da vida moderna. Antigamente ao ser abordado por um perigo com risco de morte nossos ancestrais tinham a opção de lutar ou fugir para depois relaxar ou resfriar a cabeça.
Com a vida moderna estes "Fs" desapareceram do cotidiano devido ao fato de que não somos mais surpreendidos por feras que querem nos devorar. Mesmo porque as nossas relações se dão no campo da comunicação verbal e corporal com nossos possíveis 'predadores' ou nossas 'presas', e para isso não mais precisamos 'fight' ou 'flight'. A consequência do não enfrentamento ó e estresse. Quando nos sentimos incapazes de resolver conflitos e de reagir aos ataques de situações limites, nós absorvemos uma carga elevada de energia potencialmente autodestrutiva, popularmente chamada de estresse. E fica claro, não confunda com medo, ansiedade, depressão e angústia.
É uma criação dos tempos modernos e da civilização etiquetada. Digo isto no sentido de que não mais se pode dizer o que se pensa e nem reagir de maneira saudável nos grupos de relacionamentos que mantemos todos os dias. O ser humano é um ser para o extremo da loucura e da lucidez. O maior risco é não saber se equilibrar entre sanidade e loucura.
Biologicamente o estresse tem uma função boa. Explico: quando ele é resultado de uma junção entre corpo e mente que nos impulsiona temporariamente para algo. Como quando éramos pequenos e a mamãe dizia: "Filho levanta da cama!" e a gente permanecia mais um pouquinho e de repente ouvia-se a voz mais próxima do quarto: "Levanta dessa cama ou eu te coloco de pé com umas chineladas!". Era o suficiente para gerar um pequeno nível de estresse que era necessário para otimizar nossa saída da cama. Mas preste atenção. Ele não é sustentável e quando se torna crônico, acaba com a saúde física e emocional. Pessoas estressadas beiram a sintomas neuróticos. Pessoas estressadas são as piores companhias na família, no trabalho e na vida social. Pode parecer cruel ler isto, mas é verdade.
O estresse quando "em situação crônica, intensa ou muito frequente, ele vira um veneno. O estresse arrastado e desmedido lesa o corpo e mina as relações interpessoais. Derruba a imunidade, piora completamente o perfil cardiovascular (agravando a diabetes, a hipertensão, o colesterol alto), descontrola o peso (para mais ou para menos), altera nossa função gastrointestinal, atrapalha o sono, o humor e a performance sexual". Explica o neurologista Dr. Leandro Teles.
Diante disso o que fazer? Evitar situações de estresse repetitivo, como: assuntos desagradáveis, pessoas entediantes e desagradáveis, funções no trabalho que só visam o lucro e indicar terapia aos que se encontram estressados. Outra saída para o estresse na vida moderna é a fé. Ir à Igreja para rezar e relaxar, descansar a alma por um instante. Este é o lado 'freezer' da vida moderna. A televisão, a internet e os jogos não são desestressores, tencionam demais. A cama e o sofá não mais desestressam a mente, pois ela serve mais para o descanso das tensões físicas. Não importa qual igreja, qual credo. Se for cristão evangélico, cristão católico, espírita, protestante... Não importa. Vá à Igreja.
Deixe seu comentário