Valores nas alturas desafiam Governo de SC para obras contra enchentes em Rio do Sul
Uma das obras mais aguardadas para minimizar as enchentes em Rio do Sul esbarrou no primeiro entrave. As duas empresas interessadas em executar a dragagem nos rios do município pediram até o triplo do valor máximo disponível no orçamento do Governo de Santa Catarina.
A Secretaria de Estado da Infraestrutura decidiu encerrar o primeiro processo e lançar um novo. As propostas podem ser apresentadas até o dia 1º de abril, conforme publicado no Diário Oficial desta terça-feira (19). A contratação será com dispensa de licitação.
O projeto prevê a dragagem de 3 quilômetros do Rio Itajaí do Oeste, 4,5 quilômetros do Itajaí-Açu e 700 metros no Itajaí do Sul. Isso representa, ao todo, 8,2 quilômetros de desassoreamento e limpeza das margens dos três rios na área urbana de Rio do Sul.
O Estado está disposto a desembolsar até R$ 18 milhões pelos serviços. Entretanto, uma das empresas pediu R$ 35,8 milhões e a outra solicitou R$ 53,3 milhões — três vezes mais que o teto.
A Secretaria de Estado de Proteção e Defesa disse, em nota, entender “que é preciso realizar a obra, porém é necessário adequar o valor para o bom uso do dinheiro público”. Ainda segundo o órgão, “as empresas destacaram alguns pontos que estão sendo revistos e adequados aos valores que o governo entende ser o ideal”.
A dragagem dos rios na Bacia do Itajaí está na lista das primeiras obras a serem feitas pelo governo do Estado para minimizar as enchentes na região. Em novembro do ano passado, sob pressão em virtude da série de enchentes na região, o governador Jorginho Mello chegou a garantir que as obras de desassoreamento no Alto Vale começariam entre fevereiro e março de 2024.
Na época, o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, alertou para que não ocorresse o que chamou de “síndrome do céu azul”, que é o esquecimento das medidas urgentes quando a chuva não está caindo. A cidade enfrentou naquele mês a pior enchente desde 1983, com o nível da água em 13,04 metros.
Em entrevista em janeiro deste ano, o coronel Fabiano de Souza, secretário de Estado da Defesa Civil, disse que a a última vez que o leito do Rio Itajaí-Açu passou por uma grande “limpeza” foi após as enchentes de 1983 e 1984. A ideia é que agora esse trabalho inicie pelo Alto Vale e vá até a foz.
Fonte: Talita Catie / Jornal de Santa Catarina / NSC Total
Uma das obras mais aguardadas para minimizar as enchentes em Rio do Sul esbarrou no primeiro entrave. As duas empresas interessadas em executar a dragagem nos rios do município pediram até o triplo do valor máximo disponível no orçamento do Governo de Santa Catarina.
A Secretaria de Estado da Infraestrutura decidiu encerrar o primeiro processo e lançar um novo. As propostas podem ser apresentadas até o dia 1º de abril, conforme publicado no Diário Oficial desta terça-feira (19). A contratação será com dispensa de licitação.
O projeto prevê a dragagem de 3 quilômetros do Rio Itajaí do Oeste, 4,5 quilômetros do Itajaí-Açu e 700 metros no Itajaí do Sul. Isso representa, ao todo, 8,2 quilômetros de desassoreamento e limpeza das margens dos três rios na área urbana de Rio do Sul.
O Estado está disposto a desembolsar até R$ 18 milhões pelos serviços. Entretanto, uma das empresas pediu R$ 35,8 milhões e a outra solicitou R$ 53,3 milhões — três vezes mais que o teto.
A Secretaria de Estado de Proteção e Defesa disse, em nota, entender “que é preciso realizar a obra, porém é necessário adequar o valor para o bom uso do dinheiro público”. Ainda segundo o órgão, “as empresas destacaram alguns pontos que estão sendo revistos e adequados aos valores que o governo entende ser o ideal”.
A dragagem dos rios na Bacia do Itajaí está na lista das primeiras obras a serem feitas pelo governo do Estado para minimizar as enchentes na região. Em novembro do ano passado, sob pressão em virtude da série de enchentes na região, o governador Jorginho Mello chegou a garantir que as obras de desassoreamento no Alto Vale começariam entre fevereiro e março de 2024.
Na época, o prefeito de Rio do Sul, José Thomé, alertou para que não ocorresse o que chamou de “síndrome do céu azul”, que é o esquecimento das medidas urgentes quando a chuva não está caindo. A cidade enfrentou naquele mês a pior enchente desde 1983, com o nível da água em 13,04 metros.
Em entrevista em janeiro deste ano, o coronel Fabiano de Souza, secretário de Estado da Defesa Civil, disse que a a última vez que o leito do Rio Itajaí-Açu passou por uma grande “limpeza” foi após as enchentes de 1983 e 1984. A ideia é que agora esse trabalho inicie pelo Alto Vale e vá até a foz.
Fonte: Talita Catie / Jornal de Santa Catarina / NSC Total

















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