Maioria da bancada catarinense se posicionou contra o projeto; proposta reduz jornada de trabalho para 40 horas semanais e agora segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, dia 27 de maio, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas por semana e permite o fim da escala 6x1. A votação no plenário ocorreu em 2 turnos, revelando que a grande maioria dos deputados federais representantes de Santa Catarina votou contra a proposta em ambas as rodadas de apreciação. Com a aprovação na Câmara, o texto agora será enviado para análise e deliberação no Senado Federal.

O placar geral e os votos catarinenses

No cenário nacional, a PEC obteve uma aprovação folgada. No turno, foram registrados 472 votos a favor e apenas 22 contra, com 18 deputados ausentes e 1 abstenção. Já no turno, o painel marcou 461 votos favoráveis e 19 votos contrários, além de 33 parlamentares ausentes na sessão.

Analisando especificamente a bancada de Santa Catarina, o posicionamento foi majoritariamente contrário à medida. No turno, apenas 4 deputados catarinenses votaram pelo fim da escala 6x1, enquanto 10 votaram contra o texto e 2 registraram ausência. No turno, o cenário se manteve semelhante: 4 deputados votaram "sim", 9 registraram voto contrário e 3 estavam ausentes no momento da votação.

Confira na tabela abaixo como votou cada representante catarinense:

Deputado(a)
Partido
Voto no 1º Turno
Voto no 2º Turno
Ana Paula Lima
PT
Sim
Sim
Ismael
PL
Sim
Sim
Jorge Goetten
Republicanos
Sim
Sim
Pedro Uczai
PT
Sim
Sim
Carlos Chiodini
MDB
Não
Não
Caroline De Toni
PL
Não
Não
Daniel Freitas
PL
Não
Não
Daniela Reinehr
PL
Não
Não
Fabio Schiochet
União Brasil
Não
Não
Gilson Marques
Novo
Não
Não
Julia Zanatta
PL
Não
Não
Pezenti
MDB
Não
Não
Ricardo Guidi
PL
Não
Não
Zé Trovão
PL
Não
Ausente
Cobalchini
MDB
Ausente
Ausente
Geovania de Sá
Republicanos
Ausente
Ausente

A unificação das propostas e o período de transição

Durante a tramitação, a Câmara dos Deputados avaliou 2 PECs distintas que sugeriam mudanças estruturais na escala. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes, previa a redução da jornada para o modelo 5x2 com 40 horas semanais. A segunda, liderada pela deputada Erika Hilton, defendia 36 horas de trabalho semanal em uma jornada 4x3 (sendo 4 dias de trabalho por 3 dias de folga na semana). Por terem um conteúdo de apelo semelhante, as 2 propostas foram anexadas.

Os deputados firmaram um acordo político em torno de um texto final que extingue a jornada 6x1, mas mantém o modelo 5x2 e fixa a carga horária em 40 horas semanais. Para a adaptação do mercado, regras complementares foram anunciadas antes da votação, estipulando uma entrada parcial em vigor em 60 dias e um tempo de transição final de 14 meses para as empresas.

Para aumentar a pressão e garantir a aprovação do tema ainda neste ano, o governo federal chegou a enviar um projeto de lei com o mesmo teor ao Congresso. Segundo o presidente da Câmara, Hugo Motta, a previsão atual é de que esse projeto de lei complementar enviado pelo poder executivo seja utilizado exclusivamente para aprovar exceções e regulamentar setores econômicos que precisem de regras específicas, processo que ocorrerá somente após a aprovação final e promulgação da PEC pelo Senado.

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Fonte: NSC Total

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