Municípios da AMAVI cogitam decretar emergência econômica enquanto agricultores vendem o quilo a R$ 0,40

O setor de cebolicultura em Santa Catarina enfrenta uma crise de rentabilidade que ameaça a continuidade da atividade no Sul do Brasil. O deputado federal Pezenti (MDB-SC) levou o tema ao Plenário da Câmara nesta semana denunciando a disparidade de preços. Enquanto o consumidor em Brasília paga R$ 9,90 pelo quilo o agricultor na ponta recebe valores que oscilam entre R$ 0,40 e R$ 0,80.

Segunda safra de prejuízos

Segundo o deputado esta é a segunda safra consecutiva em que os produtores trabalham abaixo do custo de produção. Em casos extremos a colheita é descartada como adubo por falta de compradores. A situação afeta diretamente a economia do Alto Vale do Itajaí onde a produção é majoritariamente familiar. O presidente da AMAVI e prefeito de Atalanta Cláudio Volnei Sens confirmou que os municípios da região devem decretar situação de emergência econômica visto que a queda na renda agrícola impacta o comércio local.

Renegociação liberada

Em resposta às pressões do setor produtivo e da Associação dos Produtores de Cebola de Santa Catarina (APROCESC) houve um avanço na última sexta-feira dia 13. A Secretaria de Agricultura Familiar emitiu o Ofício nº 90/2026/SAF-MDA autorizando a prorrogação e renegociação de financiamentos de custeio do Pronaf. Agricultores com operações ativas devem procurar as agências bancárias para formalizar a revisão das parcelas. Entre outras reivindicações a categoria ainda pede ajustes no bônus do PGPAF e revisão das normas do Proagro.

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Fonte: Upiara Boschi

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