Ex-meia da seleção brasileira e do cruz-maltino sofreu um mal súbito nesta madrugada aos sessenta e dois anos de idade

Um talento raro que marcou gerações do futebol brasileiro e do torcedor vascaíno se despediu nesta segunda-feira. O ex-meia Geovani Silva, eternamente conhecido como o Pequeno Príncipe, ídolo absoluto do Vasco da Gama e símbolo máximo do futebol capixaba, faleceu aos sessenta e dois anos de idade após passar mal de forma repentina durante a madrugada. Ele chegou a ser socorrido com urgência e levado para um hospital no município de Vila Velha, no estado do Espírito Santo, mas infelizmente não resistiu.

A família do ex-jogador utilizou as redes sociais para comunicar a perda irreparável à imensa torcida cruz-maltina e aos fãs do esporte em geral. Na publicação, os familiares relataram o profundo abalo com a partida inesperada e informaram que, apesar de todos os esforços da equipe médica e das intensas tentativas de reanimação, o ídolo partiu deixando três filhos e um legado imensurável. O velório e o sepultamento devem ocorrer nesta terça-feira, em Vila Velha. Geovani já vinha enfrentando uma série de duras batalhas pela sua saúde nos últimos anos. No final do ano de dois mil e vinte e cinco, ele chegou a ficar internado por quarenta dias após sofrer duas paradas cardíacas. Ao longo da vida, o guerreiro também superou um câncer na coluna vertebral e uma polineuropatia. Em fevereiro deste ano, ele chegou a receber uma placa de homenagem das mãos do presidente do Vasco, Pedrinho, oportunidade em que celebrou a vida e o reconhecimento em vida.

A classe da camisa oito e a glória em São Januário

Dono de um estilo inconfundível, com uma condução de bola elegante que parecia fazê-lo deslizar em campo, Geovani chamou a atenção desde cedo por sua visão de jogo refinada. Sua história se funde eternamente com a do Club de Regatas Vasco da Gama, equipe pela qual assinou no ano de mil novecentos e oitenta e dois. No gramado sagrado de São Januário, ele atuou ao lado de lendas imortais como Roberto Dinamite e Romário, formando esquadrões inesquecíveis que conquistaram os campeonatos estaduais de oitenta e dois, oitenta e sete e oitenta e oito.

Sua ligação com o Gigante da Colina rendeu três passagens pelo clube, somando mais de quatrocentos jogos oficiais e quarenta e nove gols, eternizando o peso da camisa de número oito antes mesmo de outros grandes nomes a vestirem. Além da glória em âmbito de clubes, o Pequeno Príncipe brilhou intensamente com a camisa da seleção brasileira. Ele foi campeão, artilheiro e autor do gol do título no Mundial sub-vinte de oitenta e três contra a Argentina, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em oitenta e oito e integrou o elenco campeão da Copa América de oitenta e nove, deixando seu nome gravado no panteão dos maiores atletas do país.

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Fonte: O GLOBO


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