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Início, meio e fim

Tudo o que acontece no mundo, segundo o que chamamos de cientificismo, diz que tem um início, meio e um fim, uma causa e um efeito, uma ação e uma reação. Nos últimos duzentos anos esta maneira de pensar predomina. E resultado prático é o que a gente busca quando optamos por aquilo que deduzimos ser científico: tudo tem uma explicação e tudo é provado.

Foi assim que o cientificismo ocupou lugar nas nossas casas, nas praças, nas salas de aula, nas universidades e em algumas igrejas. Sempre buscamos os resultados imediatistas, deixando de lado a filosofia, descartando a metafísica e esculachando a teologia. A ciência é, neste sentido, a área mais exata do pensamento atual. Ela não trabalha com hipóteses e não deixa os acontecimentos com simples respostas. 

Se continuarmos pensando assim, ela seria certeira em tudo! Pois se coloca como autora e detentora da verdade! Certo? Errado! A ciência está muito longe de ser a única detentora da verdade. Aliás, ela mesma por si se limita quando busca conceituar a verdade. Até agora ela não conseguiu provar a origem do mundo, do cosmos e passa a perna em um grupo de intelectuais apenas com a proposição da origem das espécies. Nesse meio tempo surgiram algumas doenças que ela nem se quer conseguiu entender a causa para combater o efeito de uma vez por todas, é o caso do HIV. É o caso das depressões. É o caso dos resfriados. É o caso de uma insistente dor de cabeça, gastrite, ansiedade, angústia - Cadê a ciência para resolver isso?

Ela até consegue amenizar os sintomas, mas curar... Ela seccionou o ser humano em pequenas partes, mas ainda não conseguiu explicações lúcidas e maduras para o processo da paixão, por exemplo.
Agora imaginamos a ciência aplicada à política: o que ela poderia nos afirmar a respeito do futuro (a) presidente dos EUA? O que ela poderia afirmar sobre o que acontecerá com EI? E sobre o vírus da gripe? E sobre a jararaca que levou a paulada na cola e não na cabeça e que está mais viva que qualquer político honesto do Brasil? Como explicar cientificamente tudo isso?

É obvio que a ciência vai recorrer às suas muletas para o discurso: vai falar de filosofia e o que já havia dito os filósofos. Aliás, ela recorreu a Martin Heidegger para falar sobre a verdade! 
A ciência é apenas uma faculdade humana e ela por si não carrega a verdade sobre os ombros. A verdade está aí desde sempre. Não nasceu ontem e no mesmo laboratório onde a ciência nasceu. Se assim fosse, a verdade seria muito facilmente manipulada e controvertida.

Por isso chegamos à conclusão através do senso comum, que assim como nasce o sol no início do dia e se põe ao final do dia, muitas outras coisas tem seu próprio ciclo. Basta observar todos os eventos que andam na contramão do nosso país. Até algumas verdades tem ciclos. Até a mais absurda inocência e realeza tem seu ciclo. Até a justiça brasileira há de ter um ciclo breve: início e fim! Para o que a ciência não deu conta, poderemos nos unir a metafísica e transcender com nossas preces e orações pedindo um fim! A justiça deve ter seu fechamento e a verdade tem que prevalecer, sempre!

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