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- Flávio Dino, ministro do STF — Foto: Victor Piemonte/STF
Decisão autorizou buscas da Operação Make Up, que investiga suspeitas envolvendo recursos públicos; Mario Frias e Karina Gama estão entre os alvos
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, retirou nesta quinta-feira, dia 10, o sigilo da operação da Polícia Federal relacionada ao filme “Dark Horse”, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O despacho de Dino autorizou as buscas realizadas no âmbito da Operação Make Up, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, e Karina Gama, produtora do filme.
Sete armas foram apreendidas durante buscas contra Mario Frias
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo registradas em nome de Mario Frias.
Segundo as informações divulgadas, os armamentos estavam em um endereço diferente daquele declarado pelo parlamentar. A eventual irregularidade relacionada à situação das armas também deverá ser investigada.
Celulares e computadores também foram apreendidos em endereços relacionados aos investigados.
Emendas de R$ 2 milhões estão entre os pontos investigados
Mario Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares, em 2024, ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama.
Os recursos foram pagos entre fevereiro e outubro de 2025.
A Polícia Federal apura a destinação desses valores e busca esclarecer se os recursos foram utilizados de acordo com a finalidade prevista ou se houve eventual desvio.
A Controladoria-Geral da União, CGU, também participou do trabalho de rastreamento das emendas parlamentares.
PF investiga possível organização criminosa
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a possível existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados.
A suspeita é de que recursos recebidos tenham sido direcionados para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação de determinados serviços.
Levantamentos financeiros identificaram ainda movimentações da ordem de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao esquema investigado.
São apurados possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.
A investigação e as medidas judiciais não representam condenação dos envolvidos.
Alvos não podem deixar o país sem comunicar à Justiça
Na decisão tornada pública nesta quinta-feira, Flávio Dino também estabeleceu restrições aos investigados.
Os alvos estão proibidos de deixar o território nacional sem comunicação prévia à Justiça, com determinação para recolhimento dos passaportes eventualmente emitidos em nome dos investigados.
Com isso, Mario Frias e Karina Gama estão entre os alvos impedidos de sair do Brasil sem prévia comunicação à Justiça.
Dino também determinou a suspensão de novos repasses para empresas suspeitas de envolvimento no esquema investigado.
Até a divulgação das informações, Mario Frias e Karina Gama não haviam se manifestado sobre o caso.
Leia também: Operação da PF mira deputado Mario Frias e ONGs ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro
Fonte: CBN
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