Outros dois políticos também são alvos da investigação que apura fraudes em contratos públicos e desvio de recursos

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na manhã desta quinta-feira 8 a segunda fase da Operação Coleta Seletiva que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos com empresas de coleta de lixo. Três pessoas foram presas: o prefeito Júnior de Abreu Bento do Progressistas o empresário Joaquim Pacheco dono da empresa Resamb e o servidor público Silas Gonçalves responsável por processos licitatórios.

Esquema teria começado em 2016 e atravessado gestões

A operação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da DEIC e mobilizou cerca de 50 policiais civis. Foram cumpridos mandados judiciais em quatro municípios do Litoral Sul catarinense com três prisões preventivas dois afastamentos cautelares de secretários municipais 16 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores que somam quase R$ 1 milhão.

Segundo a Polícia Civil o esquema teria se iniciado ainda em 2016 e se manteve ativo mesmo após trocas no comando da prefeitura. As investigações apontam fraudes em licitações direcionamento de contratos e repasses indevidos a agentes políticos.

Outros prefeitos também são investigados

Além do atual prefeito preso a operação também tem como alvos o ex-prefeito do mesmo município e o atual prefeito de uma cidade vizinha. Ambos são investigados por envolvimento no mesmo esquema. Dois secretários municipais foram afastados por decisão judicial por atuarem diretamente na manutenção da estrutura criminosa.

A Operação Coleta Seletiva é um desdobramento da Operação Maestro iniciada em 2024. Conforme relatório da Polícia Civil o prefeito exercia controle direto sobre licitações execuções contratuais e pagamentos decidindo quem venceria os certames e quem seria beneficiado com recursos públicos.

Empresa de lixo já era alvo de críticas da população

A empresa Resamb vinha sendo alvo de reclamações constantes da população especialmente durante a alta temporada. Moradores relataram acúmulo de lixo nas ruas atrasos na coleta e falta de resposta da empresa. Em alguns bairros o serviço previsto para ocorrer até três vezes por semana vinha sendo feito com intervalos de até sete dias.

O empresário Joaquim Pacheco havia negado anteriormente os problemas e atribuído os atrasos a fatores operacionais e ao aumento da demanda.

Investigação segue sob sigilo judicial

A Polícia Civil reforça que os indiciamentos e prisões não equivalem a condenações e que os fatos seguem sob apuração judicial. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina com parecer favorável do Ministério Público. Novas informações só serão divulgadas com autorização judicial devido ao sigilo que ainda envolve parte do processo.

A defesa do prefeito já havia se manifestado anteriormente alegando que não há provas de enriquecimento ilícito ou recebimento de vantagens indevidas.

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Fonte: Jornal Razão

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