Presidente estadual do partido revela surpresa com escolhas do PL e confirma aproximação com projeto de João Rodrigues para 2026

O deputado federal e presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, indicou que não pretende retomar conversas com o governador Jorginho Mello (PL) para as eleições deste ano. A decisão ocorre após o partido ter sido preterido com a escolha do atual prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como candidato a vice-governador na chapa governista. A declaração foi dada durante o podcast Café nas Eleições, publicado nesta sexta-feira, dia 27.

Surpresa e quebra de acordo

Chiodini relatou ter sido surpreendido com a decisão do governador de compor uma chapa praticamente pura, o que acabou excluindo siglas tradicionais de Santa Catarina. O deputado revelou que trabalhava na aproximação entre MDB e PL há cerca de um ano, período em que o partido chegou a integrar o governo estadual com secretarias e rodízio de suplentes.

"O MDB, evidentemente, se sentiu preterido. Houve um rompimento de contrato unilateral. Então nós não somos culpados de nada, nós não somos traidores de nada. Mas inicia-se um novo caminho, onde o partido naturalmente participará da majoritária", pontuou Chiodini, ressaltando que o MDB quer ser "sócio, não inquilino" em um projeto político.

O "fator" Carlos Bolsonaro

Na visão do dirigente, a pré-candidatura do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado mudou drasticamente o tabuleiro político catarinense e gerou constrangimentos para o próprio governador, por se tratar de uma liderança importada que "não se pode dizer não".

Segundo Chiodini, a presença de Carlos no cenário forçou o PL a adotar uma postura mais fechada, gerando a exclusão de parceiros históricos, como o senador Esperidião Amin (PP) e o próprio MDB. "O tabuleiro político funciona assim, é tipo um xadrez, e essa é uma peça muito pesada que acabou realinhando os planetas aqui para as próximas eleições", avaliou.

Novos rumos e alianças

Com o distanciamento do PL, o presidente do MDB confirmou que já iniciou diálogos com lideranças de outros partidos, com destaque para o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, e o ex-governador Raimundo Colombo, ambos do PSD. Chiodini classificou Colombo como um "coringa importante", que cabe em qualquer função devido à sua forte popularidade no estado.

Apesar das conversas avançadas com o grupo do PSD, o MDB não deve se antecipar na adesão neste primeiro momento. Chiodini também descartou categoricamente a possibilidade de composição com Gelson Merisio, que deve concorrer na chapa apoiada pelo PT, afirmando que esse caminho não tem ressonância na base emedebista.

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Fonte: NSC Total

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