Investigação utilizou softwares avançados e mais de mil horas de imagens para identificar o autor do crime na Praia Brava

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta semana a investigação sobre o ataque que vitimou o cão comunitário Orelha ocorrido na madrugada do dia 04 de janeiro de 2026 na Praia Brava em Florianópolis. O caso gerou forte comoção social e culminou no pedido de internação de um adolescente suspeito de ser o autor do crime. O animal foi encontrado com lesões graves na cabeça e veio a óbito no dia seguinte.

Tecnologia e contradições

Para montar a linha do tempo do crime a polícia analisou mais de mil horas de imagens de 14 câmeras de segurança. Além disso foram utilizados softwares de geolocalização franceses e israelenses que confirmaram a presença do adolescente no local. O inquérito aponta que o cão foi agredido com uma pancada contundente provavelmente um chute ou golpe com objeto rígido. O exame confirmou fraturas na mandíbula e maxilar. O adolescente caiu em contradição sobre os horários em que esteve fora do condomínio fato desmentido pelo controle de acesso do prédio.

Viagem e coação

O suspeito chegou a viajar para o exterior logo após o crime e foi interceptado ao retornar ao Brasil no dia 29 de janeiro. Havia a preocupação de que provas como o celular fossem descartadas. Além do pedido de internação do menor três adultos foram indiciados por tentativa de coação a testemunhas. O Ministério Público recebeu o inquérito e deve avaliar o pedido nos próximos dias.

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Fonte: Jornal Razão / Polícia Civil

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