Crime brutal ocorreu no posto de saúde do Rio da Prata; sessão aberta ao público será realizada na Câmara de Vereadores de Santa Terezinha

A comunidade de Rio do Campo se prepara para um dos julgamentos mais aguardados e impactantes dos últimos anos na região. Está marcada para o dia 29 de abril de 2026, às 9h, a sessão do Tribunal do Júri (júri popular aberto ao público) que irá analisar a tentativa de feminicídio contra a vereadora eleita Deisi Felczak Pereira.

O crime, que abalou profundamente a cidade de Rio do Campo e gerou revolta em todo o Alto Vale do Itajaí, ocorreu na tarde de 12 de novembro de 2024. Deisi foi brutalmente atacada a golpes de faca dentro do posto de saúde da comunidade de Rio da Prata, local onde trabalhava. O agressor, segundo as investigações, foi o próprio marido da vítima, em uma tentativa clara de tirar a sua vida.

O local do julgamento

Embora a tragédia tenha ocorrido em solo rio-campense e a vítima seja uma figura pública da cidade, a sessão do Tribunal do Júri será sediada no município vizinho de Santa Terezinha. O julgamento ocorrerá nas dependências da Câmara de Vereadores, localizada no Centro da cidade.

A expectativa é de que o local receba um grande público, incluindo moradores de Rio do Campo, lideranças e movimentos sociais que se mobilizam para acompanhar o desfecho do caso. Devido à grande repercussão e à comoção popular, o evento deve contar com um forte esquema das forças de segurança.

Relembre o caso

Após o ataque brutal no posto de saúde do Rio da Prata, o homem teria tentado cometer suicídio. Ambos foram socorridos em estado gravíssimo e transferidos para um hospital em Rio do Sul. Deisi passou por atendimento intensivo e conseguiu sobreviver às graves lesões.

Na época, o irmão da vítima, o vereador Emerson Felczak, veio a público informar que Deisi apresentava sinais de recuperação, aproveitando para agradecer as correntes de oração e o apoio recebido de toda a comunidade.

Agora, mais de um ano após a tragédia, o caso chega ao banco dos réus cercado de expectativa. Para a população de Rio do Campo, o julgamento não definirá apenas o destino do acusado, mas simboliza um grito coletivo por justiça e proteção a todas as mulheres vítimas da escalada da violência doméstica.

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