Matheus Felipe Arruda Melo recebeu pena de 43 anos, e Marcos Paulo Schwinden foi condenado a 41 anos de reclusão

Um júri popular realizado em Indaial condenou, na madrugada desta sexta-feira (29), dois homens pelo assassinato de Márcio Elísio Melo, de 46 anos, e pela tentativa de homicídio da esposa dele, Patriane Arruda Melo.

O filho da vítima, Matheus Felipe Arruda Melo, foi sentenciado a 43 anos de prisão. Seu comparsa, Marcos Paulo Schwinden, recebeu 41 anos de reclusão.

O crime ocorreu em 29 de janeiro de 2024, na residência da família, no bairro Estrada das Areias.

Julgamento

O julgamento foi presidido pela juíza Leila Mara e durou mais de 21 horas, iniciando às 8h de quinta-feira (28) e encerrando às 5h da manhã desta sexta.

A acusação foi conduzida pelo promotor Thiago Ferla, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial, que sustentou a denúncia de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

O crime

De acordo com a denúncia, Matheus e Marcos atacaram as vítimas enquanto elas dormiam.​

  • Márcio foi atingido por 17 facadas e morreu no local.
  • Patriane, ao tentar intervir, também foi esfaqueada, mas sobreviveu após ser socorrida e submetida a cirurgia.

O crime teria sido motivado por ganância: Matheus queria acesso antecipado à herança do pai para comprar um sítio e produzir maconha. Para garantir a participação de Marcos, prometeu uma picape Montana e R$ 20 mil como recompensa.

Participação de menor

O caso também envolveu uma adolescente, na época namorada de Marcos. Segundo o MPSC, ela aderiu voluntariamente ao plano e chegou a planejar como utilizaria parte do dinheiro.

Por ser menor de idade, a jovem cumpriu medida socioeducativa e já está em liberdade.

Condenações e recurso

Os réus foram condenados por:

  • Homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel, surpresa e recurso que dificultou defesa da vítima)
  • Tentativa de homicídio qualificado
  • Corrupção de menores

As defesas, representadas por equipes de advogados distintos, já anunciaram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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Fonte: jornalista Judson Lima

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