Filho e comparsa são condenados a mais de 80 anos de prisão por assassinato brutal em SC
data atualização
29/08/2025 07:57
Matheus Felipe Arruda Melo recebeu pena de 43 anos, e Marcos Paulo Schwinden foi condenado a 41 anos de reclusão
Um júri popular realizado em Indaial condenou, na madrugada desta sexta-feira (29), dois homens pelo assassinato de Márcio Elísio Melo, de 46 anos, e pela tentativa de homicídio da esposa dele, Patriane Arruda Melo.
O filho da vítima, Matheus Felipe Arruda Melo, foi sentenciado a 43 anos de prisão. Seu comparsa, Marcos Paulo Schwinden, recebeu 41 anos de reclusão.
O crime ocorreu em 29 de janeiro de 2024, na residência da família, no bairro Estrada das Areias.
Julgamento
O julgamento foi presidido pela juíza Leila Mara e durou mais de 21 horas, iniciando às 8h de quinta-feira (28) e encerrando às 5h da manhã desta sexta.
A acusação foi conduzida pelo promotor Thiago Ferla, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Indaial, que sustentou a denúncia de homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
O crime
De acordo com a denúncia, Matheus e Marcos atacaram as vítimas enquanto elas dormiam.
Márcio foi atingido por 17 facadas e morreu no local.
Patriane, ao tentar intervir, também foi esfaqueada, mas sobreviveu após ser socorrida e submetida a cirurgia.
O crime teria sido motivado por ganância: Matheus queria acesso antecipado à herança do pai para comprar um sítio e produzir maconha. Para garantir a participação de Marcos, prometeu uma picape Montana e R$ 20 mil como recompensa.
Participação de menor
O caso também envolveu uma adolescente, na época namorada de Marcos. Segundo o MPSC, ela aderiu voluntariamente ao plano e chegou a planejar como utilizaria parte do dinheiro.
Por ser menor de idade, a jovem cumpriu medida socioeducativa e já está em liberdade.
Condenações e recurso
Os réus foram condenados por:
Homicídio qualificado (motivo torpe, meio cruel, surpresa e recurso que dificultou defesa da vítima)
Tentativa de homicídio qualificado
Corrupção de menores
As defesas, representadas por equipes de advogados distintos, já anunciaram que vão recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
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