(Last Updated On: 29 de junho de 2017)

Estamos no mês de Junho. E este é o mês do Sagrado Coração de Jesus, por isso partilho o testemunho que recebi de um leigo católico, Eduardo:

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“Lembro da casa de minha avó. Quadros pendurados nas paredes de madeira. De Santa Luzia, do Juízo Final, de São João Paulo II, então Papa, e de um em especial: Do Imaculado Coração de Maria e do Sagrado Coração de Jesus.

O ícone bizantino apresentava Nosso Senhor Jesus Cristo com olhar manso e humilde. A mão direita com três dedos levantados, indicando a Santíssima Trindade, e a esquerda apontava com o indicador, um coração flamejante, coroado de espinhos sob uma cruz.

Muito além de qualquer prática externa de devoção ao Sagrado Coração de Jesus, com quadros, ícones, imagens, grupos de reflexão, Apostolados da Oração, temos a necessidade de transformar o nosso coração conforme o Coração de Jesus, iluminado por aquele olhar manso e humilde.

Na minha infância eu imaginava como poderia um coração de carne ser coroado de espinhos e arder em chamas. Deus feito Homem, Verdadeiro Deus, Verdadeiro Homem, nos amou com um Coração Humano, não somente com Amor de Deus, mas com Amor Humano. Sofreu por nós com um Coração Humano. E é a este Coração que celebramos.

Se o Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo sofreu a coroação de espinhos, foi crucificado por nós, para a nossa salvação, podemos reparar um pouco deste sofrimento com a nossa vida, sendo mansos e humildes.

Somos mansos quando escutamos a palavra, os mandamentos, os acolhemos no coração e os vivemos sem discutir. Somos humildes quando vemos que não temos condições de acolher sem a Graça de Deus, sem o Coração de Deus que arde de amor por nós.

Santo Agostinho nos ensina: “Queres ser grande? Começa com as coisas mais ínfimas. Pensas em construir um grande e excelso edifício? Primeiro medita no fundamento da humildade. E quanto maior for o edifício que planejas edificar, tanto mais profundo seja o fundamento. Aonde chegará o topo de nosso edifício? À própria presença de Deus.”

Nossa Senhora das Graças, Mãe de Deus – sem dúvida: Mãe de Deus – apareceu a duas meninas pobres (Maria da Luz, que veio a ser a religiosa Irmã Adélia e Maria da Conceição) no pequeno distrito de Cimbres, localizado na cidade de Pesqueira, interior de Pernambuco, no ano de 1936. E exortou-nos a consagrarmos o nosso Brasil ao seu Imaculado Coração e ao Sagrado Coração de Jesus, repito: Seu Filho.

Busquemos a reparação ao sofrimento do Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo com nossa vida inteira, com oração, jejum e esmola, a caridade perfeita.

Oremos:

– Jesus! Manso e Humilde de Coração!

– Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!”

E assim somos convidados a cada vez mais conhecer Deus através dos Seus incansáveis Sinais. Sinais que a todos contempla, apesar de poucos compreenderem e aceitarem, assim como fez Maria ao receber a mensagem do anjo Gabriel: exitou e aceitou! Façamos nós. Um coração que precisa ser Amado pelo Coração de Deus encarnado.

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