Já se tem falado e escrito muito sobre as mulheres. Muitos poemas e poesias para descrever com suavidade a feminilidade da mulher, desde muitos anos atrás, décadas, séculos até os dias de hoje. E sempre sobra alguma coisa. Sempre tem um restinho para falar do que é a alma da mulher, mesmo porque ninguém tem o mapa para dizer como é, já cantava Zé Ramalho.

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Durante o mês de maio comemoramos o dia das mães, muito significativo, pois este mês é quase todo das mulheres. E para falar das mães devemos entender que antes de exercer a função da maternidade, ela é uma mulher. Sua identidade feminina ainda continua um mistério para a arte escrita e retratada nas telas dos grandes artistas, como também nos cinemas e na política. Sem se esquecer do lar! O maior palco onde a mulher está presente é o lar. Lá é o lugar do show por excelência, com poucos ‘espectadores’ e ao mesmo tempo o suficiente para apreciar a arte de ser mulher.

Durante os últimos tempos acompanhamos a dita ‘evolução’ do feminino, até em algumas vezes mais rebaixando a sua figura sacra do que exaltando como é o caso do movimento das feministas que procuram mostrar tudo o que uma mulher de verdade não é e deixando de lado, travestida pela agressividade, a sua verdadeira identidade e função. Na sua identidade ela se aproxima muito do criador: mulher é uma obra complexa e cheia de beleza. Tem profundidade no olhar e seus gestos são por vezes indescritíveis. Como função elas exercem a vida marital, sendo esposas e companheiras. Conseguem ver mais longe.

Enquanto a função da maternidade, não tem pra ninguém. As mulheres que se tornaram mães são com toda certeza a imagem humana de Deus: gerar e gestacionar uma vida durante aproximadamente nove meses é coisa divina. Ter outra vida e entender que aquela vida será totalmente diferente da sua quando sair do útero e ganhar o mundo, só acontece com quem é muito parecida com Deus. Dar o peito e permitir que dali saia o alimento da vida para um ser pequeno e indefeso como são os recém-nascidos é outra coisa espetacular! Única e verdadeira é a relação da mãe com seu filho.

Quando quisermos entender Deus, não precisamos partir para orações rebuscadas e difíceis. Não mesmo! É suficiente olhar para nossa mãe e nela perceber o amor que corre em suas veias e refletir os motivos que a levou dar a vida e nos suportar por tanto tempo. Suportar só consegue quem ama.

Deus suportou o mundo nos braços estendidos em uma cruz romana. Quantas mães suportando o peso da fragilidade dos filhos pequenos e adultos… Quantas mulheres suportando o desafio de continuar ao lado de homens que nem se quer dão ao luxo de vê-las mais do que um ‘objeto’ que dá prazer ou mais do que um utensilio de limpeza.

Das mulheres, esperamos apenas um reflexo de Deus. Felizes as mulheres que se tornaram mães e, na medida do possível também realizadas. Que seus dias sejam leves e sua beleza seja eternizada na continuidade dos úteros que se dispõem a gerar vida. Deus abençoe as mulheres, imagem e semelhança d’Ele.

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