Triste realidade a que estamos vivendo novamente na nossa região do Alto Vale. Mais um ano ‘impar’ e mais uma enchente. Pode não ser coincidência e nem azar, mas que o céu se mostra nublado para o planejamento da nossa região; disso não dá de duvidar. E o que nos resta fazer quando parece que não podemos fazer nada?

Publicidade

O nosso maior trunfo, a nossa carta coringa na manga é a consciência da entre-ajuda, virão campanhas realizadas por alguns municípios e também pelas instituições religiosas e sociais para arrecadar uma quantia suficiente de roupas como agasalhos, calças, moletons, toalhas e calçados – roupa de frio para crianças e idosos, especialmente. Também cobertores, água engarrafada, alimentos não perecíveis como arroz, feijão, macarrão, óleo, pão, leite, sal e alguns produtos enlatados, além de carnes e ovos. Surgirão campanhas arrecadando dinheiro, neste caso, haverá de se ter cautela e prudência. Ligue para a instituição e procure se comunicar antes com outras pessoas sobre quem está pedindo o recurso. Muito cuidado com os golpes, que serão frequentes nestas épocas. Geralmente os golpistas ligam pedindo alguma quantia em dinheiro usando o nome de uma instituição, antes de doar, procure se informar.

Além de rezar pelas vítimas, solidariedade espiritual, também podemos ajudar materialmente as pessoas desabrigadas como descrito e orientado acima. Quanto ao reclamismo, vamos nos lembrar de que ele não leva a nada e nesse momento o que menos precisamos é de sabichões e sabidonas, dizendo que “deveria aumentar mais um metro à barragem” ou que “precisa isso ou aquilo”, enfim, descarta-se a ideia de perder tempo com isso. Outro ponto interessante de lembrar é que a lamúria e sentir dó das pessoas desabrigadas também não levam a nada! Ficar falando o nome de Jesus e pedindo um ‘milagre’, não seria apropriado para o momento. A ideia é esta: estejamos preparados para fazer a nossa parte.

As águas que subiram nesta semana são mais uma triste confirmação de que precisamos de um plano de governo mais eficiente e eficaz. Ele não pode ser mais um ‘puxadinho’ de obra político-partidária. Lembrando que, enquanto o nosso povo sofre com tanta crise no meio político ainda está acontecendo em muitos municípios as maracutaias partidárias. Ainda está acontecendo desvios de verbas e de finalidades! Os munícipes sofrem com este conjunto de desgraça!

Enfim, mãos a obra! Precisamos é na verdade estar predispostos a atuar no cenário da desgraça e manter a cabeça de pé. Ter o espírito solidário, esta é a bandeira do momento. Os pedidos virão. Façamos nossa parte, sejamos solidários.
Padre Saule Dias

COMPARTILHAR