Foto: Divulgação
(Last Updated On: 12 de setembro de 2017)

Como já nos conhecemos há algum (bom) tempo, você não vai encrespar o cabelo pela frase que vou usar a seguir. A frase é esta: no escuro nem sexo é bom… Antes de me explicar, vou dar umas voltas…

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Você seria capaz de casar com uma pessoa que tivesse conhecido na Internet, conhecido em detalhes, imagens de corpo inteiro, de costas, dormindo, comendo, se divertindo, imagens, enfim, de todos os momentos dessa pessoa? Ah, mas tem uma coisa: você só a veria pessoalmente no dia do casamento, certo? Você faria isso, ainda que com todas as “seguranças” das informações de até então? Desculpe-me a intimidade, mas só se tiveres um parafuso a menos.

Não nos bastam imagens, depoimentos, o que for, sobre uma pessoa. É só o olho no olho, o cheiro, o bafo, o sentir, o ouvir, os modos espontâneos, o captar da energia da outra pessoa que nos pode fazer gostar “de fato” dela, gostar para casar…

Casar no escuro seria como fazer sexo no escuro, no escuro total… Alguma “luzinha” temos que ter…

Entro agora no assunto. É isso, escuro. Empresas de grande porte, para evitar preconceitos, discriminações por pessoas ao vivo, estão chamando para contratar no escuro… Isso, no escuro, é a moda do “currículo cego”.

Fizeram desaparecer as entrevistas ao vivo, acolhem currículos anônimos, a pessoa só se vai revelar depois de chamada para o contrato, até então ninguém sabe se é homem, mulher, alto, baixo, feio, bonita, com cacoetes ou sem cacoetes, tudo no escuro. Tudo isso visando a acabar com “pré-conceitos” do tipo: Ah, é mulher; Ah, é homem, Ah, é…. O que for.

Não aceito a moda. Sem essa de selecionar no escuro, apenas pelo currículo. E as mentiras? E os trambiques? E tem mais, uma pessoa, a meu juízo, pode entrar na sala de um recrutador trazendo um currículo avaliado pelo Papa e mesmo assim ser mandada embora antes de sentar na cadeira à frente do recrutador. O jeito, a aparência, os modos que revelam, tudo, enfim, da presença por inteiro das pessoas não pode ser desprezado. E não se trata de preconceitos, se trata de Psicologia, a rainha das verdades, desde que nós, os “selecionadores”, é claro, não sejamos mal-intencionados. Namorar por Internet e contratar por “currículo cego” só para otários.

DENTES

Falar da importância dos dentes é perda de tempo, mas… Ontem ouvi um dentista na televisão dizendo algo que já me chamara a atenção dentro e fora da TV. É o caso de pessoas idosas com todos os dentes por igual na boca e “todos” de um branco constrangedor. O dentista disse que não fica bem esse tipo de branco exagerado nos dentes de pessoas idosas. Ele tem razão. É como cara muito esticada para pessoas já bem “vividas”, velhas, na verdade. Um retoquezinho fica legal, passa, mas o exagero, seja no branco dos dentes ou no esticado da cara, leva a pessoa ao ridículo. Boa, “seu” dentista!

ELAS

De um jornal: – “Meninas reclamam dos efeitos da injeção anticoncepcional”. Meninas? Injeções anticoncepcionais? Não entendi… Meninas não brincam com bonecas ou vão à quermesse no colégio? – Ah, vai ver que são “meninas” que veem a Malhação, vai ver que é isso. Que coitadas, que órfãs de pais vivos, que falta de saúde moral. Ah, e as das classes “melhores” são as piores, bem piores… Que ninguém se faça de sonso aí em casa…

FALTA DIZER

Frase de um ator de novelas: – “Todos querem reconhecimento, ser anônimo é perturbador”. Mas é fácil ser reconhecido, basta ser honesto e competente em alguma coisa. Quem não pode?

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