(Last Updated On: 26 de Maio de 2017)

Nesta edição, você terá o prazer de relembrar, ou ler pela primeira vez, um pouco sobre a vida de duas senhoras riocampenses que partiram na última semana, mas que cumpriram, cada uma sua missão por aqui, missão que com certeza não é para qualquer um. São histórias que enfatizam as questões da fé, respeito e sabedoria.

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Estudos mostram que a longevidade das pessoas idosas está ligada à sua capacidade de superação do sofrimento, da solidão, do medo e da desesperança. Mostra que na sabedoria se encontra a descoberta do sentido mais profundo da vida humana e do destino transcendente da pessoa em Deus. Revelam a importância da estrutura familiar e do ambiente comunitário para o bem-estar físico, moral e espiritual da pessoa idosa.

Também, pesquisas recentes buscam desmistificar a ideia de que o idoso na atual sociedade capitalista é improdutivo, inútil e até mesmo um peso porque já não apresenta agilidade física e capacidade para realizar determinadas tarefas. As histórias de vida de Maria Hermes e Clara Ângela Gadotti comprovam que estas questões não concorrem com a realidade, quando generalizada. Pois na vida de ambas, além das famílias ansiarem pela presença viva de cada uma, as atividades delas iam além das capacidades físicas.

No livro mais conhecido do mundo, a Bíblia Sagrada, textos apresentam uma pessoa idosa como uma luz sempre atual onde o sentido e o valor da velhice são um espelho de sabedoria para a humanidade. A fé contribui para dar sentido à existência humana, mas o sentido existencial é único para a pessoa que o vive e, por isso, só a pessoa pode percebê-lo, apreendê-lo e realizá-lo.

Antes de tudo, Maria e Clara cumpriram, inseridas em seus lares, suas missões de fé e luz. E o legado de cada uma permanece no coração de cada filho, neto, bisneto e tataraneto.

Editorial da edição nº 325

Sobre o editorial da edição anterior, onde o Jornal A Tribuna do Vale deu sua opinião sobre a proposta de emenda que sugere o fim do voto secreto na Câmara de Vereadores de Rio do Campo, temos a dizer: Se enganou quem pensou que nossa intenção foi deslegitimar a eleição dos vereadores. E se equivocou mais ainda aquele que levou nossa opinião para o lado pessoal. Errou.

Esclarecemos que o debate que pretendemos lançar com aquele editorial não é nenhuma crítica à constituição. Obviamente, uma mulher pode votar em um homem para representá-la. Mas o debate não é este. Reiteramos: o debate não é este! É preciso pensar além, sair dos padrões e olhar para o universo da democracia brasileira como um todo. Reler e repensar.

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