Foto: PRF

Alguns estavam dormindo, outros seguiam viagem acordados enquanto a chovia do lado de fora. Era madrugada de sábado e o relógio apontava 4h. Os 43 alunos, o diretor e a professora haviam saído de Marmeleiro, cidade do interior do Paraná, às 21h de sexta-feira e o destino da viagem de formatura era um parque aquático em Gaspar. Durante as horas na estrada eles estavam animados com o passeio e sequer imaginariam que no fim de uma serra já em Santa Catarina – no Km 186,6 da BR-470, no Vale do Itajaí – o ônibus em que estavam tombaria.

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— Eu estava acordado. Estávamos trafegando normalmente, chegando ao final da serra, estávamos indo devagar e de repente o ônibus deu uma titubeada. A traseira não conseguiu voltar, derrapou, encostou na pista e acabou tombando. Foi um susto — relembra Celso Pedro Scolari, diretor da instituição de ensino paranaense.

Após o acidente os alunos sairam do veículo de turismo pelo vão dos vidros quebrados e foram socorrido por bombeiros vindos de cinco cidades – Pouso Redondo, Rio do Sul, Taió, Trombudo Central e Otacílio Costa, além de ambulâncias do Samu.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rio do Sul, dos 46 ocupantes do veículo, 33 foram encaminhados ao hospital. Oito tiveram ferimentos graves e 25 sofreram escoriações. O motorista de 38 anos foi uma das vítimas que teve apenas lesões leves. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

De acordo com a reportagem da NSC TV, das oito pessoas que tiveram ferimentos graves, sete são estudantes e uma é professora. Após atendimento em Pouso Redondo, os pacientes foram transferidos para o Hospital de Rio do Sul e passaram por uma bateria de exames antes de receber alta. Eles sentiam dores pelo corpo e a suspeita inicial é de que alguns tenham sofrido fraturas quando o veículo tombou.

Os passageiros que não se feriram e os que foram liberados do hospital estavam, até a tarde de sábado, em um hotel na cidade de Pouso Redondo. Segundo informações do diretor da escola, um ônibus da empresa de turismo estava a caminho para levá-los de volta ao estado do Paraná, mas ele não soube informar quando que todos retornam para casa.

— A gente sempre fica abalado quando algo assim acontece, mas vai ficar tudo bem. Os pais já foram comunicados, com calma, para não dar correria. Vamos esperar todos receberem alta.

FONTEJornal de Santa Catarina
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