Foto: Nilson Bastian / Câmara dos Deputados
(Last Updated On: 10 de novembro de 2017)

A 21ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias revela que 63,7%, o que corresponde a 2.070 quilômetros de rodovias catarinenses, apresentam algum tipo de deficiência, considerando as classificações regular, ruim ou péssimo. Em paralelo a este resultado, apenas 36,3%, representando 1.179 quilômetros, foram classificados como ótimo ou bom. A avaliação geral considera condições do pavimento, da sinalização e da geometria da via. Em todo o Brasil foram 105.814 quilômetros analisados. Em Santa Catarina, a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) avaliou 3.249 quilômetros de estradas com pavimentação asfáltica. A BR 282, de Florianópolis a Lages, está entre as dez piores.

Publicidade

Concessão x Administração pública

A pesquisa também demonstrou que a maioria dos trechos concessionados à iniciativa privada obtiveram classificação de bom ou ótimo. Dos 564 quilômetros percorridos em rodovias sob administração de concessionárias, 500 quilômetros (88,7%) foram bem avaliados. Apenas em 64 quilômetros (11,3%) as rodovias foram consideradas regulares.

Por outro lado, dos 2.685 quilômetros que estão sob gestão pública, 2.006 (74,7%) foram avaliados entre regular, ruim e péssimo. O restante, 679 quilômetros (25,3%) estão em ótimo ou bom estado.

Condições pioraram

Conforme o levantamento divulgado pela CNT, no período de um ano houve uma piora no estado geral das condições das rodovias catarinenses. Em 2016 foram avaliados 3.179 quilômetros frente a 3.249 quilômetros em 2017. No ano passado 40,7% das rodovias foram classificadas com conceitos de bom ou ótimo. Neste ano, o índice caiu para 36,3%. Por outro lado, o percentual avaliado como regular, ruim ou péssimo aumentou 4%, passando de 59,3% em 2016 para 63,7% em 2017.

O presidente da Federação dos Transportes de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, defende a concessão de rodovias, afirmando que o modelo é fundamental para que a atividade seja desempenhada com qualidade. Isso, diz ele, resulta em segurança para o motorista e redução nos custos de manutenção dos veículos, visto que as estradas estarão em melhor estado de conservação.

Outro ponto destacado por Rabaiolli, é de que o valor pago diretamente para a concessionária na praça de pedágio, por se tratar de um custo “oficial”, como é chamado, pode ser incorporado ao preço do frete. Já os valores “não oficiais”, como a soma dos custos fixos e variáveis, são difíceis de repassar ao cliente. Como exemplo de despesas fixas, o dirigente cita a hora de trabalho do motorista e investimentos no veículo. Já os custos variáveis representam itens como manutenção, combustível, pneus, inerentes ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC).

Investimentos

Conforme o estudo realizado pela CNT, para reconstruir, restaurar e manter as rodovias federais e estaduais, Santa Catarina deveria investir cerca de R$ 1,69 bilhão. Este total é a soma de R$ 1,34 bilhão para ações emergenciais de reconstrução e restauração das rodovias, prevendo a implementação de sinalização adequada. Os R$ 353,58 milhões restantes são destinados para manutenção dos trechos classificados como desgastados.

Veja a pesquisa completa aqui.

VIARCN Online
COMPARTILHAR