Foto: Divulgação

A cidade de Rio do Campo será palco do terceiro festival ‘Rock in Hell do Campo’, nos próximos dias 16, 17 e 18. O evento já foi realizado no município em duas outras oportunidades, e conforme a organização, neste ano, o festival terá maiores proporções e será realizado no Parque Municipal.

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O maior público do evento é marcado por visitantes que vêm através de excursões de outras cidades. Apesar dos turistas, os organizadores querem ampliar a participação do público local. Mas para isso, algumas barreiras precisam ser enfrentadas. Uma delas é o preconceito que as pessoas têm com o estilo.

Em entrevista ao JATV, a organização do ‘Rock in Hell’ define o evento como algo diferente do comum “É um evento para quem gosta de sair da mesmice e não se importar com o preconceito, por isso protestamos todos os dias usando a cor preta e caveiras”.

Apesar do preconceito, o festival já registrou repercussão em vários lugares do Brasil e também de outros países como França, Estados Unidos e Argentina. Com isso, muitos olhares foram atraídos, conquistando um público maior e também reconhecimento de artistas do gênero.

A organização quer vencer os obstáculos, principalmente a rejeição ao gênero que existe em Rio do Campo. “Tivemos muitos obstáculos, principalmente em Rio do Campo, mas devido termos provado o contrário do que as pessoas pensavam, criou-se um respeito no qual honramos muito. Tudo que é negativo nós encaramos simplesmente com um baita sorriso no rosto deixando que as pessoas tirem suas próprias conclusões com o tempo“, explica.

Uma polêmica que surgiu entre muitos riocampenses, foi sobre a palavra ‘inferno’, que está escrita em inglês, no nome do festival: ‘hell’. Os organizadores encaram o fato com tranquilidade “Para o cenário no qual trabalhamos é muito normal. Para quem curte metal já sabe qual o segmento do evento pelo nome. E o festival sempre quis atingir mais especificamente o público que curte rock, o mesmo acontece, por exemplo, com uma igreja”, afirmam.

O Jornal questionou como foi a escolha do nome, eles contaram que foi uma decisão complicada “Não queríamos tirar a identidade do evento, no qual preza um som mais pesado. Na verdade, chegamos à conclusão do nome através de votações e teve uma galera que achou legal trocar o “Rio” de Rio do Campo por “Hell”, pois na pronuncia soa parecido”, comentam.

Esta é a terceira edição do festival, mas o grupo organizador se reúne e promove outros encontros também “Ao todo, já foram cinco eventos feitos pela equipe do Rock in Hell. O festival cresceu mais do que o esperado, desde o início de 2016, saímos em todo o estado para divulgar o festival durante o ano, conseguimos alcançar um público que não esperávamos um retorno tão grande este ano. As expectativas nunca foram melhores”, declaram.

Conforme a organização, neste ano, haverá uma forte presença de artes culturais, circenses, artistas de rua, artistas plásticos, exposição de fotógrafos e também exposição de carros antigos “Vai dar um charme no evento”, enfatizam e acrescentam “Teremos uma feira de discos de vinil, que é algo que nosso público gosta muito, então aqui será o ponto de encontro para compra, venda e trocas de vinis. Teremos diversos estilos de bandas, entre elas a Misbehaviour de Dourados, Mato Grosso do Sul, e a banda catarinense, Bonde do Metaleiro, que é uma das bandas que vem se destacando na mídia brasileira e em todo o território nacional”, explicam.

Ao todo, o festival ‘Rock in Hell do Campo’, contará com 17 bandas nos três dias do evento, de todo o estado de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

O festival inicia hoje, sexta-feira, dia 16, com apresentação de três bandas e com a recepção de excursões. A programação tem início às 19 horas.
No sábado após as 13h, começa a recepção para a atração de carros antigos e também início do palco aberto a partir das 14 horas. Às 19 horas começam as apresentações das bandas, ao todo, seis bandas se apresentarão no decorrer da noite. Na madrugada terá uma super fogueira ao som acústico.

O domingo contará com a apresentação de mais oito bandas. Logo pela manhã, um café aos visitantes será servido e o início das bandas está previsto para às 9h30. Em seguida, acontece a feira de vinil e exposição dos carros.

Compõem a organização do terceiro festival ‘Rock in Hell do Campo’, Falcãozinho, Tailana Furni Torres e Roberto Pires de Souza do Cachorrão do Betão. Para prestigiar o evento será cobrado apenas na hora da entrada 25 reais, válidos para os três dias e pode ser adquirido na portaria do evento. A entrada de bebidas no Parque está proibida durante o evento.

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