Foto: Beto Novaes/EM/D.A
(Last Updated On: 3 de Abril de 2017)

No dia 17 de março, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Carne Fraca, que mostrou o envolvimento de frigoríficos em um esquema criminoso, que “maquiava” carnes vencidas com ácido ascórbico para vendê-las aos mercados interno e externo.

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A repercussão do caso tomou proporções gigantescas fazendo com que os maiores países do mundo parassem, momentaneamente, de comprar a carne brasileira.

Mas não foi apenas o mercado externo que ficou de olho na Operação Carne Fraca. Os próprios consumidores brasileiros estão mais cautelosos e chegam a mudar os hábitos na hora de comprar carne, em algumas cidades.

Apesar de toda apreensão, supermercados em Rio do Campo e Santa Terezinha parecem não terem sido afetados com as investigações. Em entrevista ao Jornal A Tribuna do Vale, Hugo César, gerente de um supermercado na cidade de Santa Terezinha, contou que a deflagração da operação Carne Fraca não teve efeitos na região. Segundo ele, as vendas não foram afetadas, mesmo com a saturação midiática sobre a operação.

Hugo disse ainda, que os clientes não chegaram a fazer questionamentos no supermercado sobre a procedência e qualidade dos produtos fornecidos pelas empresas investigadas pela Polícia Federal. A repercussão que teve em seu estabelecimento não passou de piadas e brincadeiras do gênero “Ainda há da carne com papelão? Mas ninguém deixou de comprar”, afirmou.

O comerciante disse que não acredita muito no envolvimento criminoso dos frigoríficos, e que as grandes marcas, com seus rigorosos sistemas de qualidade, não se submeteriam a tais especulações.

Hugo ainda salientou que conversando com um ex-representante da BRF, uma das empresas investigadas, devido a uma visita na fábrica, afirmou que não é possível acreditar nas questões levantadas sobre a empresa.

Tanto os produtos embalados das marcas do grupo BRF como do grupo JBS, não apresentaram queda nas vendas, informou Hugo. “Tanto a carne quanto os produtos das marcas continuam sendo vendidas no mercado e sem rejeição dos clientes”, afirmou. Diversos produtos das empresas investigadas são até campeões de vendas no supermercado terezinhense.

O Jornal ainda conversou com o comerciante Wésley Baldo de um supermercado no centro de Rio do Campo. Ele afirmou que realiza trabalho com frigoríficos da região que não estão sendo investigados pela Polícia Federal.

Baldo contou que das empresas investigadas, vende apenas produtos embalados e que mesmo após a notícia do suposto esquema criminoso, a venda destes produtos não caiu e nem teve rejeição.

Na região, não houve indícios de frigoríficos com produtos adulterados “Os produtos da região, continuam apresentando a mesma qualidade”, frisa Wésley.

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