Foto: Jean Leite/JJ Informática

Após quase um ano de trabalho, a atual diretoria da Associação Cultural e Beneficente São José, que mantém o Hospital e Maternidade Nossa Senhora Aparecida, de Rio do Campo, avalia que muito foi feito para manter a entidade de portas abertas. O trabalho da equipe é constante para manter os atendimentos à população.

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O Presidente da Associação, Zeferino Beiger, destaca que quando assumiu o cargo, haviam muitos problemas “A partir daí começamos um trabalho para se estruturar em equipe e a partir disso começar a fazer trabalhos, eventos, buscar de alguma forma recursos para tentar sanar um pouco dos problemas”, explica.
Beiger comenta que avanços aconteceram, mas não foram suficientes “Estamos com sérios problemas financeiros, principalmente com folha de pagamento dos funcionários em aberto, décimo terceiro. Fora disso também com débitos no comércio”, declara.

O Presidente ainda fala que tem expectativa que 2018 seja um ano melhor “Acreditamos que a partir desse início de 2018 as coisas comecem a trilhar por outro caminho. Temos alguns valores empenhados e estamos esperando a liberação desses valores pelos nossos parlamentares. Gostaria de citar também o empenho da comunidade, o empenho de nossos políticos tanto de Rio do Campo quanto de Santa Terezinha, que estão comprometidos também com a situação. Tivemos um exemplo dos próprios vereadores que estão buscando seus líderes políticos através de emendas, e são essas emendas que esperamos nesse início de ano que possam vir e ajudar a neutralizar a situação do nosso hospital”, comenta.

A grande perspectiva para o ano, será a conquista da filantropia. Conforme o Presidente, o projeto está bem encaminhado e está no estágio final para ser aprovado. “Estamos esperando algum momento que seja aprovada essa filantropia, que venha sanar um problema muito grande, que é a questão do INSS, que gira em torno de 13 mil reais mensais, e com a filantropia estancaria esse débito”, explica.

Ainda visando 2018, Zeferino afirma que haverá empenho para obter fundos através da realização de eventos. “Nós vamos continuar com os eventos, porque é uma forma de arrecadar fundos, talvez não em uma quantidade tão forte que foi como em 2017, até porque estamos aguardando recursos das esferas estadual e federal para que possamos ter um pouco mais de tranquilidade, trabalhar e não fazer tanto evento, pois desgasta muito, a comunidade acaba sendo sobrecarregada. Vamos continuar, mas de repente de uma maneira mais cautelosa”, declara.

Zeferino afasta a possibilidade de o Hospital fechar as portas, mas admite que há chances de uma necessidade da redução nos atendimentos “Se não conseguir recursos, infelizmente vamos ter que tomar algumas atitudes e eu acredito que nesse primeiro momento seria diminuir um pouco os atendimentos. Isso é coisa que não queremos fazer, mas é um fato que pode acontecer se infelizmente não vir os recursos que estamos esperando”, revela.
O Vice-Presidente da associação, Gilson Elicker, representa na entidade também a população terezinhense que é usuária do Hospital. Gilson destaca que a diretoria recuperou a credibilidade e passou a contar com mais apoio popular “O povo estava meio desacreditado no passado, e conosco na diretoria fizemos um trabalho de visitas, conversa, e o pessoal voltou a ajudar mais. Já vinha ajudando antes de estarmos na diretoria, sempre fizemos eventos, procuramos fazer campanhas para o hospital. E o povo de Santa Terezinha está ajudando, gostam de ajudar. Temos um exemplo que no ano passado o povo colaborou bem”, afirma.

Já está previsto o primeiro evento beneficente do Hospital, em Santa Terezinha “Já temos programação para no dia 11 de fevereiro, onde temos um baile com João Luiz Correa e com o grupo Bombachão, também haverá bingo com ótimos prêmios. É uma parceria que fizemos, onde tentaremos arrecadar fundos para nós talvez pagarmos o décimo terceiro de 2017”, comenta Elicker.

Gilson ainda lembrou que a Câmara de Vereadores de Santa Terezinha devolveu o repasse para a prefeitura e a prefeitura irá passar para o hospital “Já está encaminhado, na primeira sessão vai pra votação, parece que são 12 mil reais. E o que conseguirmos também com esse evento vamos tentar pagar o décimo terceiro dos funcionários”, complementa.

“Sempre estamos pedindo para o povo nos ajudar”, afirma Gilson. “As compras semanais do hospital sempre eram feitas no Comercial Baldo, de Rio do Campo, onde estamos com uma dívida e não estamos conseguindo pagar. Mas desde setembro, buscamos ajuda do povo e conforme vamos arrecadando, vamos fazendo as compras semanais à vista. Continuamos fazendo no Baldo, pois seria injusto estarmos devendo para ele e comprar em outro lugar. Mas agora estamos sem caixa, estamos pedindo que se alguém quiser colaborar conosco, é só procurar os membros da diretoria e dizer que vai bancar a compra da semana, ou se reúne em algumas pessoas e fazer a compra do hospital da semana. Ela gira em torno de 500 reais semanais, estamos fazendo dessa maneira, arrecadando de uma pessoa ou de grupos de pessoas. Até agora o povo tem colaborado, agora nesse início de ano que deu uma parada em duas semanas”, destaca.

A sintonia entre os dirigentes se tornou muito importante para o bom andamento dos trabalhos. Gilson avalia que a equipe está tendo uma boa parceria em seu trabalho “Todo grupo tem altos e baixos, mas na hora que mais precisa o pessoal se abraça, está se ajudando. Nas reuniões sempre falta algum, que depois vai atrás para saber o que aconteceu na reunião. Mas no meu ver, na hora que precisa, estão pegando junto, não podemos menosprezar ninguém da diretoria”, comenta.

O Pastor Marco Oliveira, que também integra a diretoria fala da importância do apoio popular “É muito importante a comunidade ajudar o hospital, até porque todos nós precisamos do hospital. Vemos hoje que muitas pessoas olham para nosso hospital com maus olhos, estamos procurando mudar essa visão. Através do trabalho, através de eventos, estamos procurando ter cautela em relação aos eventos, para que a comunidade possa voltar a abraçar o hospital. Nosso desejo não é que venha fechar as portas ou diminuir os atendimentos, mas sim melhorar cada vez mais. Pedimos que a comunidade continue de mãos dadas conosco. Nós na direção do hospital queremos ser transparentes com a comunidade, para que a comunidade esteja conosco. Estamos dando uma ajuda, mas o hospital precisa mais ainda, então queremos que a comunidade continue nos ajudando, que nossos vereadores e nossa administração continue também para que nosso hospital continue de portas abertas”, afirma.

A diretoria não esconde a gratidão com o povo e com todos os que ajudaram, Gilson cita o empenho da comunidade e de políticos “Quero agradecer todo o povo que colaborou durante o ano, do fundo do coração em nome de toda a diretoria. Nosso muito obrigado e que Deus abençoe a todos, que essa ajuda que é dada ao hospital não falte no bolso de ninguém e nem na mesa de ninguém. Agradeço as Câmaras De Vereadores e aos prefeitos de Rio do Campo e Santa Terezinha, que estão se esforçando para nos ajudar. Se conseguirem o recurso é mérito deles, pois eles são nossa ligação com as esferas estadual e federal”, declara.

O Pastor Marco registra seu agradecimento à diretoria “Agradecer a cada membro da diretoria, pois cada um está aqui voluntariamente, deixando suas coisas para estar ajudando. Cada membro da diretoria tem se esforçado, dado seu máximo”, comenta.

O Presidente do Hospital, Zeferino Beiger, reforça os agradecimentos à população “Agradecemos a compreensão das pessoas que vêm até aqui e muitas vezes acaba ficando um pouco aquém o atendimento e a gente sempre preza. Queremos que cada um que vem até aqui seja bem atendido. Às vezes surge alguns casos onde as pessoas acabam de uma forma ou de outra reclamando de alguma situação. Mas pedimos a compreensão de cada um, pois temos um número limitado de médicos, gostaríamos de ter uma demanda um pouco maior de médicos. Sabemos também que precisaríamos ter um quadro de funcionários um pouco maior para suprir toda essa demanda. Mas mais uma vez esbarramos na questão financeira, e a falta de recursos não permite fazer mais contratações para poder atender da forma que cada um merece”, finaliza.

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