Foto: Divulgação/Prefeitura de Mirim Doce

No início deste ano, através do Ensino Médio Inovador, que recebe recursos do governo para a prática de atividades diferenciadas na sala de aula e fora dela, a direção, professores e os alunos da Escola de Educação Básica Bruno Heidrich, de Mirim Doce, planejaram a aplicação de um projeto que envolvesse teoria e prática. Nascia então o “Produção e Fruição da Arte”.

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Nas aulas de Artes, por exemplo, a professora Roseleide Borghezan da Silva propôs que os estudantes iniciassem uma pesquisa voltada, principalmente, à história do município. “Esse trabalho envolveu vários aspectos, como belezas naturais, economia, comércio, agricultura, entre outros. A partir daí, começamos a trabalhar também o desenho, colando no papel o resultado da pesquisa, envolvendo cores, linhas, proporções e perspectivas”, explica a professora.

Mas o objetivo era ir além do ambiente escolar, estendendo o projeto para o entorno da instituição. Surgiu então a ideia de transferir os desenhos do papel para os postes da área urbana da cidade. “Eu e a direção fomos conversar com o prefeito e apresentar a proposta que visa deixar Mirim Doce mais bonita e colorida. Ele concordou e nos lançou um desafio: pintar pelo menos os postes do Centro até o dia 7 de Setembro”, lembra Roseleide.

Tarefa dada, tarefa cumprida. Com tintas e pincéis nas mãos, alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio foram às ruas. Os desenhos foram feitos em 24 postes das vias ao redor da praça. E não faltou criatividade: tem o morro do funil, a abelha que dá nome ao município, as principais culturas agrícolas e uma série de outras particularidades da história local. A conclusão dessa etapa foi finalizada nesta semana.

Mas os planos não param por aí. Como a arquitetura também foi trabalhada durante a pesquisa, surgiram desenhos das principais edificação. Então, ao invés dos postes, eles vão usar o muro da escola para concluir o projeto. “São desenhos com muitos detalhes, que exigem um espaço maior, com acesso mais fácil. Por isso pensamos no muro”, finaliza a professora.

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